Artigo
04

jul 2014

boicote-copa

Desde que a Copa do Mundo começou, muita gente de esquerda que até então estava do lado do #NãoVaiTerCopa rendeu-se ao leviatã do futebol. Os envolvidos com o torneio não pararam de vitimar e prender pessoas. Mas ainda assim, inúmeros esquerdistas continuam aguardando entusiasmados cada jogo, em especial do Brasil, sentando-se junto com os verdeamarelistas de direita nas cadeiras dos bares e torcendo pela esperada redenção do Maracanazo de 1950. Com isso, o sentimento dos que resistem a clamar contra a Copa é um misto de decepção com resistência fiel. (mais…)

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19

jun 2013

Os protestos se espalham pelo Brasil. Muitos entoam que “o gigante acordou” e fazem loas nacionalistas ao possível abandono do tradicional conformismo por parte de milhares de pessoas. Mas será que esses protestos representam mesmo uma perspectiva de mudança para o Brasil? Tenho minhas dúvidas. (mais…)

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05

abr 2013

raposas-galinhas

Alguns leitoræs entenderam muito mal meu apelo para que os protestos atualmente direcionados contra o sacerdote do ódio Marco Feliciano também sejam apontados contra o “Motosserra de Ouro” Blairo Maggi. Acreditaram que eu tentei diversionar a onda antifundamentalista que vem mirando o pastor-deputado e desviar o foco dele, lhe permitindo agir impunemente pela medievalização das leis brasileiras, “exclusivamente” para o senador ruralista.

Acreditaram, percebi eu, que eu tomei partido pelo lado reacionário que quer medievalizar o Brasil junto com Feliciano e os demais teocratas,  ou simplesmente consentir e permitir essa retrogadação, com o pretexto de que “há causas mais importantes”.

Pergunto então:  (mais…)

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08

dez 2011

Um vídeo off-topic meu, postado no Consciencia.VLOG.br/YouTube, em que critico o Dia do Basta por ter causas demais e duração de menos.

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07

dez 2011

Essa os recifenses já sabem desde ontem: a Câmara Municipal do Recife aprovou em 1ª votação uma lei claramente inconstitucional, que pretende proibir a livre manifestação ideológica e religiosa nas Avenidas Boa Viagem e Conde da Boa Vista.

O autor desse PL é o vereador pró-ordeiro Sérgio Magalhães, e o argumento usado pode ser visto na justificativa abaixo: (mais…)

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09

jun 2011

Na tarde de hoje, a reportagem do HNews (portal maringaense filiado ao jornal local Hoje Notícias) intitulada “Por uma alimentação saudável, ou nem tanto” (link original: http://www.hnews.com.br/2011/06/por-uma-alimentacao-mais-saudavel-ou-nem-tanto/), que atacava o vegetarianismo usando de diversos erros e vícios jornalísticos, foi retirada do ar depois de protestos de vegetarianos indignados. (mais…)

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14

abr 2011

Pouco mais de um ano e dois meses depois do assassinato de Alcides do Nascimento, foi a vez de Fernanda Mateus. Em ambas as vezes, os grandes jornais de Pernambuco expuseram, de forma amplificada, toda a dor não só de família e amigos das duas vítimas da violência urbana que castiga a população. Inflamaram a indignação da sociedade. Fizeram-na se revoltar ainda mais com o constante clima de insegurança e a incerteza se vai voltar para casa são e salvo. Mas isso tem um outro lado.

Quando o povo, ou pelo menos uma pequena fração dele, vai às ruas para externalizar sua insatisfação com o estado de coisas, o qual inclui o “mando” dos bandidos e a perspectiva de se perder mais outros Alcides e Nandas, parte dos mesmos jornais que o incitaram à revolta passam a criticar a ação dos próprios revoltados.

Em outras palavras, os mesmos jornais que incham o povo com notícias ardentes e revoltantes não o deixam estourar. Incitam a revolta com um motivo, mas não deixam que as pessoas se revoltem nas ruas com essa mesma causa. E isso talvez se aplique a qualquer situação, desde os jovens que a bandidagem mata até a passagem de ônibus que aumenta. O que, afinal, querem de nós?

Megafonam nos nossos ouvidos que é inadmissível deixar mais jovens morrerem por força das armas, que a exclusão social é uma doença da sociedade ou que o aumento das passagens não é algo tolerável. Mas se voltam contra nós quando protestamos nas ruas a gritar que não toleramos aumentos de preços e assassinatos, que não queremos mais atos estatais pró-exclusão – vide a expulsão dos ambulantes do Centro do Recife – ou que queremos segurança pública com mais poder de ação.

Ainda não tivemos manifestações nas ruas contra o fim que levam Nanda, Alcides e centenas de outros que deixaram de ter uma vida toda pela frente, mas nos exemplos que existiram – o aumento das passagens de ônibus e a limpeza social anticamelô de diversas ruas do centro recifense –, o Diario de Pernambuco, exemplo mais nítido dessa atitude contraditória, reprimiu ideologicamente os protestos causados pelas notícias que ele próprio veiculou (não exclusivamente).

Alusões enormes aos engarrafamentos e à insatisfação de parte da população pela interrupção do trânsito. Atenção ínfima e com muita má vontade às razões dos estudantes e trabalhadores que foram às ruas contra o reajuste e a expulsão. Só faltou chamar os manifestantes de “baderneiros” e “vagabundos” e incitar a polícia à repressão deliberada em prol da “ordem”.

Diante desse comportamento manipulador, anticidadão e até antidemocrático, me pergunto se o DP vai usar esse mesmo comportamento contra, digamos, os estudantes de universidades que hipoteticamente forem à Avenida Conde da Boa Vista exigir segurança e punição máxima contra os assaltantes e assassinos de universitários como os dois citados acima.

É aí que me pergunto: se formos às ruas para reagir contra o destino dos assassinados com que essa imprensa escrita nos faz compadecer, será que ela vai se voltar contra nós de novo? Será que esse inchaço jornalístico dos crimes que chocam a sociedade é para mobilizar somente as autoridades, não também a população?

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15

mar 2011

Para o Diario de Pernambuco, o que importa nos protestos são as consequências no trânsito e no comércio, nunca realmente as causas da revolta popular a movê-los. A implicação do jornal é mais uma vez vista na edição de 15 de março de 2011, na qual se queixa dos engarrafamentos, das demoras dos ônibus e dos transtornos no funcionamento do comércio do Centro do Recife e deixa-se em segundo plano o que motivou a manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.

O Diario mantém sua tradição de deixar a cidadania e a democracia de lado em nome da ordem social tão aclamada pela direita conservadora e pelos brasileiros despolitizados em detrimento do direito à manifestação popular da insatisfação do povo com os problemas e opressões a que é submetido. Torna o tráfego de veículos muito mais importante do que a situação vulnerável dos sem-teto, desprovidos da garantia do direito à moradia e obrigados a ocupar prédios ociosos por não terem um lar que possam habitar e chamar de seu.

Cerca de dois terços da notícia foram reservados para falar das consequências negativas do protesto dos sem-teto à ordem do comércio e trânsito locais, repetindo a imagem, vista na época dos protestos contra o aumento das passagens de ônibus, de que as passeatas de rua são o lado inconveniente e intolerável da democracia brasileira. E novamente omitiu-se quem apoiou o protesto dos necessitados de moradia, dando-se destaque total a quem se queixou da temporária e parcial antiordem estabelecida.

Curiosamente essa preocupação enorme com a tal da ordem não foi vista no Carnaval. Nesse, a cobertura da festa foi exaltante ao máximo nas várias edições do jornal no feriadão, e comparativamente muito pouco se falou dos transtornos da festança à vida dos não-foliões e de muitos dos próprios foliões, ambos os quais precisaram usar as delegacias, hospitais, ônibus etc., serviços lotados ou mesmo danificados (no caso dos ônibus) pela quantidade de gente que brincava o carnaval e tornados ainda mais precários, quase indisponíveis, para quem preferiu ficar em casa, de fora da festa. Ou seja, quando é uma festa que faz o povão esquecer seus problemas e opressões, a postura é exaltar o evento. Quando é um protesto em prol de direitos e de justiça, a atitude é cascavilhar e repudiar tudo o que é ruim nele, ignorando a nobreza da sua causa.

Diz-se que o jornal tem o direito a manifestar sua opinião, mas seria decente se fosse apenas isso – uma opinião particular, não um esforço de manipular e influenciar os leitores a adotar a visão de mundo dos proprietários do jornal, conservadora e adepta de uma democracia apenas parcial. Bom seria se essa imprensa opinasse à sua maneira, mas sem fazê-lo em forma de tendenciosidade, parcialidade descarada e desprezo ao outro lado do fato (no caso, a legítima necessidade dos sem-teto e a solidariedade dos trabalhadores possuidores de lar para com eles).

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04

fev 2011

Depois de uma estranha mas desmascarável trégua em 28 de janeiro, o Diario de Pernambuco voltou, na edição de 4 de fevereiro, à sua posição reacionária anterior, de hostilidade e tendenciosidade contra os manifestantes que lutam para cancelar o aumento das passagens de ônibus na região metropolitana do Recife.

Como não fui para o protesto dessa vez, pude me pôr pela primeira vez no papel de leitor desinformável, e tive uma ideia de como uma pessoa desavisada que usa pouco senso crítico na leitura de jornais pode ter uma ideia distorcida de como foi o protesto do dia 03/02 no centro do Recife.

De acordo com o que li no DP, a passeata foi algo repudiado pela população, que lamentou muito o seu acontecimento por causa dos engarrafamentos e bloqueios causados. De tão impopular, não recebeu o apoio de ninguém, mesmo que o aumento das tarifas tenha sido economicamente muito desagradável ao povo – porque ninguém favorável ao ato foi entrevistado, novamente apenas pessoas contrárias.

E também “vi” que só estudantes participaram, não havendo trabalhadores de fora das faculdades e escolas. Ou seja, uma baderna de jovens estudantes que afrontam a população com sua revolta vã.

Resumindo, o evento foi um transtorno só para a cidade, tendo suas causas tão pouca relevância que não mereceram muitas referências na notícia.

A impressão que me fica é que pouco há a discutir – aliás, “nada” mais a discutir, segundo o próprio DP do último dia 28 – sobre as causas das passeatas dos manifestantes, sobre a política de aumentar anualmente as tarifas de ônibus sem que a qualidade do serviço evolua.

Mas muito sobre a validade do direito aos protestos de rua, mesmo sendo este uma garantia constitucional e um osso do ofício da vida em sociedade.

Pelo visto, em todos os dias seguintes aos protestos contra o aumento das passagens, o DP irá sempre alienar e desinformar seus leitores, dando-lhes a impressão de que ir às ruas contra injustiças é condenável, tudo de ruim, e incitando-lhes o ódio de classe contra os cidadãos que não podem nem querem continuar pagando caro pelos direitos de ir e vir, estudar e trabalhar. Continuará seu esforço de jogar cidadãos contra cidadãos, desmobilizar e despolitizar as pessoas e assim deixar o terreno livre para os governos e as empresas continuarem oprimindo a população sem oposição.

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01

fev 2011

Protesto de 13 de janeiro em frente à Secretaria das Cidades de Pernambuco. O secretário Danilo Cabral deu uma banana para o povo ao quebrar a promessa da reunião com representantes populares e o Diario de Pernambuco ainda justificou esse boicote.

Nota: Por ter tido apenas tardiamente a ideia de comentar a frase do título em um artigo, só me impeli a escrever o texto no final do dia 31/01, quase quatro dias depois da veiculação da notícia pelo jornal e pela versão online.

Diferente das outras ocasiões – protestos de 27/12, 11/01 e 13/01 –, quando usou o noticiário para fazer panfletagem reacionária contra o direito dos estudantes e trabalhadores de promover protestos de rua, o Diario de Pernambuco de 28/01 mudou o tom e passou a prestar uma inédita atenção, ainda que parcialmente, aos manifestantes e sua causa, dedicando-se a ouvi-los e compreender os motivos de sua insatisfação – os aumentos das passagens de ônibus e dos salários dos parlamentares – e deixando de dar aquela ênfase total de outrora aos engarrafamentos.

A aparente mudança de atitude seria elogiável, ainda que o veículo tenha na verdade feito sua obrigação em prestar nesse momento um jornalismo razoável com respeito aos fatos e sem tendenciosidade, se não fosse a última frase do texto, que terminou maculando, se não anulando, o esforço do jornal de respeitar a nossa cidadania e democracia. O DP encerra a notícia com o seguinte dizer: “Em resposta aos estudantes, a Secretaria das Cidades informou que aguardava o posicionamento do MP para dar o respaldo aos manifestantes. Como o parecer foi favorável, não há mais o que ser discutido.” (grifo meu)

Não é novidade entre os mais entendidos de jornalismo pernambucano a suspeita que o Diario tem uma aliança tácita com o governo estadual, e esse trecho final acaba dando evidência à chapa-branca. Isso porque, pela altamente sugestiva frase final, tenta convencer os leitores de que não há mais o que se discutir em relação ao aumento das passagens e mesmo à qualidade do transporte público que temos. Declara extraoficialmente “fim de jogo” para os manifestantes, que passariam a não ter mais motivos para se opor à inflação das tarifas e consequentemente protestar nas ruas para incomodar e pressionar o governo.

É aquele caso em que uma única palavra fez toda a diferença. Se estivesse escrito “não haveria mais o que ser discutido”, poderíamos considerar a reportagem honesta, por apenas descrever neutramente a postura sacana do secretário Danilo Cabral. Mas o foi decisivo para escancarar que a posição do jornal foi declarar que os manifestantes perderam definitivamente a guerra contra o aumento e, logo, não tinham mais motivos para ir às ruas.

Em resposta a essa postura, me autorizo a dizer em nome dos cidadãos opostos à tunga financeira que os empresários de ônibus e o governo do estado nos impõem: editores e diretores do Diario, vocês estão errados. Há tudo para ser discutido. (mais…)

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