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abr 2011

Esta notícia não é diretamente relacionada ao desmatamento do estuário do Rio Ipojuca, daí o prefixo [OFF]. Mas é mais que relevante denunciar que “desenvolvimento” é esse que estamos vendo em Pernambuco.

Grevistas são demitidos em Suape

Cerca de 500 trabalhadores foram demitidos pelas empresas que estão construindo a Refinaria Abreu e Lima e a Petroquímica Suape nos últimos 17 dias, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado de Pernambuco (Sintepav), Aldo Amaral. “Isso ocorreu como forma de retaliação por causa da greve”, argumentou. Os operários fizeram uma paralisação em fevereiro último. A greve foi de 23 dias no primeiro consórcio onde começou o movimento.

Entre os demitidos estão os funcionários Cristina Maria da Silva e Joab Marques. A primeira representava os trabalhadores na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) na fábrica petroquímica (consórcio da Construtora Odebrecht) e o segundo era membro da comissão de trabalhadores eleita pelo Sintepav para representar os funcionários da Galvão Engenharia.

Amaral informou que o sindicato está analisando quais as medidas judiciais viáveis para reintegrar os funcionários que representavam os trabalhadores e foram demitidos sem justa causa. “Apenas pessoas que confiam na ausência do direito tomam uma atitude de demitir um cipeiro sem justa causa, porque a Constituição Federal garante a sua estabilidade”, disse o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE), Fábio André de Farias.

Reitero a pergunta feita acima: que “desenvolvimento” é esse que estamos vendo ser impulsionado pela máquina Suape? Um “desenvolvimento” que nada mais é do que mero crescimento econômico, desacompanhado de justiça social e respeito aos direitos d@s trabalhadoræs.

O que o governo de Eduardo Campos vai fazer em relação a essa desfeita para com @s trabalhadoræs é uma incógnita, mas aposto que fará vista grossa, por seu histórico de maus tratos trabalhistas – baixos salários e condições físicas e psicológicas de trabalho muito precárias são os maiores exemplos dessa política de maltrato – para com servidoræs do Estado pernambucano.

Eduardo Campos agradou a 82,84% da população com o carro-chefe de sua política desenvolvimentista, o complexo industrial-portuário de Suape, à parte toda a destruição ambiental causada pelo mesmo e radicalizada pela lei 14.064/2010, prometendo a continuidade de uma tal política de desenvolvimento socioeconômico. Mas o que estamos vendo naquele porto é algo que nenhuma pessoa de bem em sã consciência desejaria – opressão social (trabalhista) e socioambiental.

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