Artigo
13

nov 2015

Título e cabeçalho da matéria da Galileu. O cabeçalho diz que "a humanidade decidiu" caminhar para o precipício climático, cometendo um pacote de erros ao dizer isso

Título e cabeçalho da matéria da Galileu. O cabeçalho diz que “a humanidade decidiu” caminhar para o precipício climático, cometendo um pacote de erros ao dizer isso. Clique na imagem para vê-la em tamanho completo

Editado em 14/11/15 às 00h04, com ajuste no sexto parágrafo, cuja menção a “filósofos positivistas e bacon-cartesianos”  foi substituída

Em matéria do último dia 11, o site da revista Galileu noticiou um grande descolamento e desmoronamento de iceberg na calota polar da Groenlândia, e afirmou no cabeçalho que “O precipício do desastre climático para o qual a humanidade decidiu marchar está resumido nesse registro histórico” (grifo meu). Devo alertar aos responsáveis pela notícia que é muito imprudente dizer que a culpa é uniformemente “da humanidade” como um todo e que ela “decidiu”, enquanto conjunto de bilhões de indivíduos supostamente em pensamento e intenção sincronizados e uniformizados, cavar sua própria desgraça, ecologicamente falando. (mais…)

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02

abr 2012

Na prática entrando na recente onda do conservadorismo científico em defesa da exploração de animais em pesquisas, a revista Galileu fez na última sexta-feira, em uma reportagem, sua parte em tentar convencer os internautas de que não haveria nada de mais em explorar cobaias nos laboratórios e biotérios. De linguagem “cool” e juvenil, o site visou “mostrar” aos jovens leitores de que a vida dos camundongos e ratos seria algo análogo a uma hospedagem em hotel de luxo, coisa que mesmo os seres humanos invejariam, num esforço alienante e manipulador que, visando perpetuar e naturalizar a escravidão animal perante a sociedade, ainda mais as gerações juvenis de hoje, deve ser denunciado e desmentido.

O texto, dividido em três páginas, já fala de “mordomias” e afirma que as futuras vítimas das pesquisas in vivo teriam mais “benefícios” em sua prisão do que o senso comum pensaria. Sabe disfarçar com denotações fantasiosas e atraentes a velha argumentação pseudo-bem-estarista de que as cobaias seriam “bem tratadas” sob “normas rígidas de higiene e conforto”. (mais…)

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