E novamente o preconceito contra os ateus dá as caras, vindo de uma pessoa de renome, nos meios de comunicação. O sujeito da vez é o escritor e especialista em educação Maurício Apolinário. Em entrevista ao Brasília Em Dia, ele falou. metendo religião e preconceito (o dele) num assunto que deveria ser laico por excelência:
São cada vez mais comuns cenas de agressões entre alunos e professores. Afinal, o que está acontecendo?
- Desde a década de 1970 que muitas mudanças vêm ocorrendo na família, na sociedade e na escola – e para pior -, e a psicologia permissiva tem uma grande parcela de culpa nisso. Os valores e o respeito foram sendo deixados de lado, qualquer forma de punição passou a ser considerada traumática para crianças, adolescentes e alunos, e os princípios básicos para uma boa convivência entre as pessoas na vida prática em sociedade foram sendo bombardeados pela televisão, pela música, pelos sem Deus. Deu no que deu. E o pior é que esses atos de agressões não são somente de alunos para alunos e de alunos para professores, mas também de professores para professores. Ninguém quer levar desaforo para casa.
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O preconceito contra ateus e outros não seguidores de religiões monoteístas não é caso isolado na música gospel. Procurando-se por letras que contenham a expressão “sem Deus”, é bastante fácil encontrar tais demonstrações preconceituosas e credocêntricas. Canta-se nelas que as pessoas que vivem sem o Deus do cristianismo seriam infelizes, depressivas, solitárias e demasiadamente apegadas aos bens materiais.
Abaixo há diversos exemplos de músicas preconceituosas:
Nova página estática – Aos religiosos: eu vivo sem Deus, sou ateu
Juntando este e este artigo, criei a mais nova página estática do Consciencia.blog.br:
Aos religiosos: eu vivo sem Deus, sou ateu
É um recado aos religiosos teocêntricos que tanto dizem que não é possível uma vida íntegra, reta e feliz sem um Deus para guiá-la. Eu me mostro, modéstia à parte, como alguém que derruba esses mitos preconceituosos.
Seja lá qual (des)crença você tem, desejo uma boa leitura. A você que crê em Deus e não acredita numa verdadeira vida ateísta, desejo boa reflexão e que reveja seus conceitos sobre nós ateus.
Atualizado em 07/01/2013
Como virei ateu
Um testemunho de não fé pode ser visto com olhos desdenhosos por religiosos e mesmo por alguns irreligiosos, que podem achar que estou fazendo o mesmo que evangélicos que depõem como se converteram ao cristianismo – ou seja, de alguma forma pregando que sigam meu exemplo, que mais pessoas se tornem ateias.
Mas, por outro lado, mostrar às pessoas por que virei ateu poderá lhes derrubar mitos sobre o abandono da fé religiosa – como a falsa crença de que ateus o são porque “fizeram pacto com o demônio” ou porque queriam uma “liberdade libertina” de “embriaguez, orgias e drogas” a despeito dos ensinamentos das igrejas. Assim sendo, o testemunho ateísta pode servir como uma investida contra o preconceito que tantos religiosos têm contra os ateus, suas (des)crenças e sua motivação para ter abandonado a religião.
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Eu sou alguém e sou feliz sem Deus
Sou alguém e sou feliz sem (um) Deus. Sou ético e tenho bom coração sem ele. É o que sou. Sou aquilo que tantos religiosos juram que não existe: alguém que descrê em Deus, respeita os irmãos de senciência e leva uma vida agradável – não a mais agradável possível, com que eu sonho diariamente, mas me sinto bem confortado com o que tenho ao meu alcance hoje, livre de grandes problemas.
Religiosos ateofóbicos dizem que ninguém pode ser feliz nem bondoso sem o Deus deles. Dizem que ninguém que não crê em Deus pode viver uma vida boa, saudável e moralmente reta. Para eles eu sou alguém que não existe. Porque sou feliz e bondoso sem um Deus para me guiar e moralizar.
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