A violência simbólica na linguagem especista
Atualizado em 21/06/2012
A relação entre o ser humano e os animais não humanos, incluídos os domésticos, é repleta de violência não só física e psicológica, mas também simbólica, linguística. Essa violência não é “apenas” aquele sistema baseado em objetificação da vida senciente, privação de direitos, escravidão, matança sistemática que oprime na pecuária, na pesca, na vivissecção, nos entretenimentos pseudoesportivos etc. Ela também pode vir em nossas falas mais inocentes. Mesmo o que falamos e escrevemos se torna, por intermédio da violência simbólica, mais um elemento desse sistema de dominação.
Definindo violência simbólica
Antes de se saber onde há violência simbólica na nossa relação com os demais animais, vale relembrar o conceito desse fenômeno. O termo foi cunhado por Pierre Bourdieu e definido, por palavras livres, como a imposição, sutil ou coercitiva, da ordem de dominação, por meios diversos, de modo tanto a naturalizar nos dominados a percepção de que aquela ordem em que são oprimidos é “natural” e “certa” como a instruir os pertencentes à categoria dominante a exercerem papéis sociais que remetam à dominação.
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