Antimilitarismo

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abr 2012

Me chamou a atenção, nesta notícia sobre a semana do Exército (13-19/04/12), este trecho:

Para os jovens, uma das principais atividades é a abertura de quartéis. Alunos de escolas públicas e particulares podem participar da experiência de ser “Soldado por um dia”. Até sexta (13), estudantes praticam um pouco da vivência militar através de esportes como rapel, escalada, pistas de obstáculos e de orientação – onde aprendem a utilizar a bússola em uma espécie de caça-ao-tesouro atrás de bandeiras. De acordo com o setor de Comunicação Social do Comando Militar do Nordeste, o contato de estudantes com quartéis não acontece apenas na semana do exército e as escolas interessadas podem entrar em contato para agendar esse tipo de atividades. “Isso é importante para que os jovens tenham contato desde cedo com as Forças Armadas”[, disse o referido setor de comunicação].

Vale fazer um comentário sobre esse trecho das atividades previstas para essa semana militarista, ainda que eu corra o risco de incorrer em reducionismo por abordar apenas uma parte da programação prevista. Nessa atividade de “vivência militar” como “soldado por um dia”, dá-se a impressão às crianças e adolescentes de que ser recruta é algo muito divertido, uma aventura bacana que se gostaria de repetir – tal como uma trilha na mata com amigos. Aliena-se a garotada do fato de que a realidade no quartel não tem nada a ver com diversão e prazer. Quem adora brincar de soldado não imagina que o soldado de verdade é uma máquina numerada sob controle de “superiores” – que, por sua vez, são marionetes dos interesses do Estado -, não um jovem curtindo as melhores aventuras de sua vida. (mais…)

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