Artigo
03

nov 2015

 

Ariana Grande recebendo pergunta fútil de apresentadores em programa de rádio. O artigo abaixo fala sobre a violência simbólica de quando machistas entrevistam mulheres lhes dirigindo perguntas sobre futilidades, cortando-as o tempo todo e tentando reafirmar sua frágil masculinidade perante seus pares homens.

Cantora Ariana Grande recebendo pergunta fútil de apresentadores em programa de rádio. O artigo abaixo fala sobre a violência simbólica de quando machistas entrevistam mulheres lhes dirigindo perguntas infantilizadas, cortando-as o tempo todo e tentando reafirmar sua frágil masculinidade perante seus pares homens.

por Danielle Bandeira

Clique aqui e assista ao vídeo comentado por Danielle. Aviso: conteúdo machista.

Esse vídeo me deu vontade de escrever um ‘textão’. Então vamos lá.

Pela minha perspectiva, é mais a violência simbólica do cotidiano do que a violência física (sem diminuir sua relevância, ok?) que constitui, para aquelas que ainda são consideradas pessoas de segunda classe, a barreira mais difícil de transpor, porque é ela que vai manter as coisas como estão e que vai alimentar a farsa da igualdade social. (mais…)

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28

mar 2013

pastor-cachorro

A imagem acima vem circulando no Facebook, em referência a pessoas preferirem um cão pastor-alemão a pastores “tudofóbicos” como Marco Feliciano. Ela afirma que, entre um e outro, a existência do cachorro é mais digna do que a do pastor intolerante por o primeiro não ser racista nem homofóbico nem intolerante contra outras religiões. A intenção da imagem é ótima, mas eticamente, numa grave contradição, atira nos próprios pés de quem escreveu, por incitar, atráves de uma violência simbólica que passou despercebida na criação da imagem, o preconceito contra cães.

O que é o adjetivo “cachorro” usado no contexto da figura, senão uma coleção de desqualidades – intolerante, corrupto, desonesto, odioso, hipócrita etc.? Fica claro que alguém ser “cachorro” é ser uma pessoa ruim. Pela lógica, indivíduo cachorro = indivíduo intolerante, odioso, idiota etc.; logo, cachorro = intolerante, odioso, idiota etc. A imagem mental do cachorro acaba sendo gravemente depreciada, numa violência simbólica que estimula o preconceito contra cães. (mais…)

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11

dez 2012

Atualizado em 22/06/2013, com o re-envio do vídeo corrigido

O vídeo de hoje (publicado ontem) no Consciencia.VLOG.br é um que resume o que coloquei aqui sobre o uso pseudounissex da palavra “homem”. Um pouquinho da história etimológica da palavra, exemplos em que o uso “unissex” de homem se torna absurdo, a questão da violência simbólica e outros aspectos podem ser vistos nesse vídeo.

Abaixo, o vídeo.

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10

ago 2012

Encontrei essa imagem, já antiga, em que um paciente diz que não quer ser “tratado como animal”:

Nela, fica claro que “ser tratado como animal” é ser tratado como lixo, como ser inferior. Legitima-se no inconsciente coletivo que é normal animais não humanos serem tratados com violência, descaso, desconsideração moral e inferioridade. Põe-se uma diferença entre ser tratado como ser humano, algo que geralmente tem uma imagem muito positiva, e ser tratado como animal, algo fortemente carregado de uma imagem mental muito negativa.

Sônia Felipe falou, com muita propriedade, dessa forma de violência simbólica, em que se legitima que animais não humanos são seres inferiores e ser tratado como eles é ser tratado como um inferior. E eu também cito essa figura de linguagem no meu artigo sobre a violência simbólica na linguagem especista.

Seres humanos e animais não humanos devem ser tratados da mesma forma: com dignidade, respeito e consideração moral.

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22

jun 2012

Vem circulando no Facebook uma “piada” machista: é o meme “Questionário para namorar minha filha”.

Clique na imagem para vê-la em tamanho completo

Se de um lado ela é construída na intenção de fazer graça (o que funciona em quem não enxerga discursos preconceituosos em “piadas” “politicamente incorretas”) e acaba tratando a mulher jovem como uma propriedade de seus pais e remetendo à época dos casamentos arranjados que se firmavam em verdadeiros contratos de submissão feminina, por outro mostra como o preconceito e o autoritarismo são fortes entre muitos pais e mães de moças adolescentes ou jovens adultas, que ainda impõem ou tentam impor que elas namorem apenas rapazes/homens conformes a determinados padrões estéticos, religiosos, familiais e comportamentais. (mais…)

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20

jun 2012

Atualizado em 21/06/2012

A relação entre o ser humano e os animais não humanos, incluídos os domésticos, é repleta de violência não só física e psicológica, mas também simbólica, linguística. Essa violência não é “apenas” aquele sistema baseado em objetificação da vida senciente, privação de direitos, escravidão, matança sistemática que oprime na pecuária, na pesca, na vivissecção, nos entretenimentos pseudoesportivos etc. Ela também pode vir em nossas falas mais inocentes. Mesmo o que falamos e escrevemos se torna, por intermédio da violência simbólica, mais um elemento desse sistema de dominação.

 

Definindo violência simbólica

Antes de se saber onde há violência simbólica na nossa relação com os demais animais, vale relembrar o conceito desse fenômeno. O termo foi cunhado por Pierre Bourdieu e definido, por palavras livres, como a imposição, sutil ou coercitiva, da ordem de dominação, por meios diversos, de modo tanto a naturalizar nos dominados a percepção de que aquela ordem em que são oprimidos é “natural” e “certa” como a instruir os pertencentes à categoria dominante a exercerem papéis sociais que remetam à dominação. (mais…)

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04

maio 2012

Ao contrário das imagens recentes, eu não considero a imagem abaixo uma figura lamentável. Mas ela merece uma certa crítica, por carregar um sutil mas existente especismo simbólico, embora a intenção de sua criação tivesse sido ótima:

A figura vem carregada de religiosidade e, aparentemente (não posso confirmar agora), da concepção espírita de evolução espiritual, em que outros seres ajudam o indivíduo a evoluir cada vez mais e alguns parecem ter sido enviados “apenas” para esse fim. Além de trazer uma linguagem poética, difícil de se ler ao pé da letra. (mais…)

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03

abr 2012

Referir-se a pessoas violentas como "os verdadeiros animais" rebaixa os animais em geral à qualidade de seres brutos, bestiais, inferiores e desprezíveis.

É bastante frequente que a frase “Quem são os verdadeiros animais?”, ou alguma variante, apareça em imagens ou textos de protesto contra alguma crueldade promovida por seres humanos contra animais de outras espécies. Quem a profere acha que está reduzindo os autores de violências ao atributo de seres desprezíveis, mas não sabe que está falando uma frase bastante infeliz e também especista que atenta contra os próprios animais. (mais…)

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29

mar 2012

Achei agora há pouco no Facebook essa formidável imagem da União Libertária Animal (ULA), que faz coro a mim no tema da opressão de animais não humanos via linguagem. Assim como eu defendi alguns anos atrás, a ULA observa a violência simbólica existente no tratamento linguístico de animais domésticos como se fossem coisas que estão sob “posse” de um “dono” ou “proprietário”.

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