Artigo
02

dez 2016

Quem se faz de vítima: aqueles que vivem apontando "vitimismo" no protesto alheio

Quem se faz de vítima mesmo? Os que protestam contra o preconceito e a discriminação, ou aqueles que vivem apontando “vitimismo” no protesto alheio?

Aviso de conteúdo: O texto menciona palavras e expressões ofensivas de caráter machista e racista usadas por reacionários

Provavelmente você tem visto isso com frequência nas redes sociais e em portais de notícias.

A cada manifestação de uma ou mais pessoas contra piadas, falas sérias e atitudes racistas, machistas, heterossexistas, gordofóbicas, transfóbicas, intolerantes-religiosas, xenófobas etc., aparece uma variedade de reacionários chamando o protesto de “mimimi”, “vitimismo” e/ou “coitadismo”.

Só que eles não percebem uma coisa interessante: sua própria atitude é típica de quem realmente está com uma postura considerada “mimimi” e vitimista diante de algo que não o agrada.

Convido você a saber por quê, vai ser interessante ver esse argumento reacionário voltando-se contra os seus próprios adeptos. (mais…)

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12

fev 2016

privilegiado-sendo-oprimido

Uma palavra, ao longo desses últimos anos, caiu no gosto de muitos reacionários e opositores dos Direitos Humanos: “vitimismo” (ou seu sinônimo “coitadismo”). Para eles, pessoas insubmissas que, em nome das minorias políticas às quais pertencem, se revoltam contra a discriminação e o preconceito que sofrem cotidianamente são “vitimistas”. Mas o que realmente significa essa palavra? E, aliás, quem realmente está sendo “vitimista”? (mais…)

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04

fev 2016

A transfobia destrói vidas. Destruiu as de Kayla e de dezenas de outras pessoas trans ao longo deste ano

A transfobia destrói vidas. Destruiu as de Kayla e de dezenas de outras pessoas trans ao longo deste ano

Aviso de conteúdo: contém menções a transfobia e suicídio

Eu soube, consternadamente, hoje de manhã, que Kayla, uma moça trans que eu tinha em meus contatos no Facebook (provavelmente era leitora deste Consciencia.blog.br), se suicidou. Saber disso me deixou em choque, já que foi a primeira vez que o apartheid social imposto contra pessoas trans no Brasil matou alguém relativamente próxima a mim. E me fez pensar tanto em meus privilégios, de homem branco cisgênero heterossexual e sem deficiências, como nos reacionários que chamam pessoas de minorias políticas de “vitimistas” enquanto se queixam eles mesmos que são “oprimidos” pelos movimentos sociais. (mais…)

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